Intocáveis e não Os Intocáveis, como deve ter lembrado filme de Brian De Palma. E são filmes bem diferentes. A coincidência fica no título. Co-dirigido e co-escrito por Olivier Nakache e Eric Toledano, o filme francês chega a Brasília essa semana.

Insensível do pescoço para baixo, Philippe (François Cluzet) faz sexo pelas orelhas. (foto: divulgação)
Philippe, rico e tetraplégico, contrata Driss, ex-presidiária, como cuidador. Driss logo se torna um alvo fácil para o preconceito no meio de Philippe. Mas ele provará que não é tão incompetente assim – afinal, isso é um drama de redenção.
O empresário não está na trama para ganhar uma razão para viver. Apesar de ter uma vida meio controversa – apesar de rico, é tetraplégico e perdeu a esposa para uma doença grave -, Philipe apenas quer viver o que lhe resta bem. Driss surge como algo que precisava conhecer, mas não como uma razão para tal.
As duas personagens ganham na trama momentos altos da vida. Uma amizade entre indivíduos aversos, mas que aproveitam a diversidade para se enriquecerem.
Intocáveis aborda um momento bonito mas peca aqui e ali no sentimentalismo. Aprovieta-se do espectador desprevenido para inserir melodias chorosas no piano, ou tece uma trilha pop para os momentos de aventura dos amigos que foge o universo que vinha se construindo bem.
Tem uma boa mensagem.
Intocáveis, França, 2011
Elenco | François Cluzet, Omar Sy
Direção | Olivier Nakache e Eric Toledano
Mauricio ri sozinho andando pela rua. Quando ele percebe que está rindo “espontaneamente”, tropeça e ri de ter tropeçado e depois ri de ficar rindo sozinho. Ele já realizou 5 longa-metragens, mas ainda não teve tempo de trazer nenhum para o mundo físico. Estuda Audiovisual e acredita em nada e ninguém (e em tudo). E é por isso que desenvolve o site da Nil, um espaço em que tenta significar universos.