Como já falamos por aqui, acontece nesse e no próximo mês em Brasília a exposição Índia!, com diferentes perspectivas do país que tem hoje uma das principais economias emergentes do mundo. Entre esses diversos “lados” da exposição, está presente a moda indiana, com seus brilhos, cores e tecidos todos especiais. Afinal, a mulher indiana é uma das mais vaidosas do mundo e usa as roupas, os acessórios e a maquiagem como forma de mostrar toda a sua feminilidade.

Antes do casamento, a mulher indiana costuma vestir saias longas com túnicas ou vestidos compridos. Depois do casamento, passa a usar o sari, roupa típica indiana que mede 6 metros e inclui uma espécie de top com saia que sobe para o tronco e envolve os braços da mulher. Esse tipo de peça vem com bordados brilhantes e é feita sempre em cores quentes como o vermelho, o laranja e o amarelo ou em tons intensos de azul e verde.
Itens como lenços, bindis (acessório colado na testa) e khussas (sapatilhas de tecido bordadas) também predominam no guarda-roupa da indiana. Isso sem contar nas joias ou bijuterias, chamativas, coloridas e pesadas. Na pele, a maquiagem dramática finaliza o efeito fatal e inclui, por exemplo, lápis preto tipo kajal em volta dos olhos.
Atualmente, muitas indianas estão se adaptando à moda ocidental, usando no dia a dia apenas jeans e camiseta. Ainda assim, a maioria delas prefere as roupas tradicionais do país, em especial as mulheres casadas. Na Semana de Alta Costura de Nova Délhi, os estilistas colocam nas passarelas coleções com toques de modernidade, mas que não costumam fugir muito dos tradicionais saris, pashminas, lenços e panos únicos, sempre em tecidos nobres. As modelos costumam ser estrelas de Bollywood e quem frequenta a primeira fila são mulheres de grandes empresários.
A moda indiana, assim como qualquer outra, evolui exponencialmente, mas mantém-se fiel às crenças e costumes do país. Em especial, porque o povo indiano dá mais valor ao significado das roupas (qual cor, vai trazer qual prosperidade, por exemplo) e não no design em si. Até pouco tempo atrás, segundo o estilista indiano JJ Valaya (em entrevista ao site Portugal Têxtil), o estilismo ainda era confundido com a costura. “As pessoas não conseguiam compreender o conceito de ter o nome de uma pessoa numa peça de vestuário”, explica.
Mas, a partir da década de 90, a situação começou a mudar e hoje a moda indiana representa cerca de 0,3% do valor da indústria internacional, segundo uma estimativa da Associação de Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (Assocham). A maior parte desse crescimento concentra-se no mercado de vestuário para casamento, uma indústria milionária na Índia, que deve ultrapassar os 3 milhões de dólares até 2020 segundo dados da Assocham.

Essa mineira de Belo Horizonte está sempre por dentro do que acontece no mundo da cultura pop e orgulha-se disso. Adora músicas, livros, filmes e seriados, mas sua maior paixão é a moda. Lê pelo menos vinte blogs de moda por dia e compra mais revistas do que o dinheiro que ganha como jornalista freelancer pode pagar. Adora viajar, conhecer coisas novas e estar com a família e os amigos. Aqui no blog da Nil, ela assina a coluna semanal Terças de Moda.
Tais Meireles
Veja todos os post de Tais Meireles

...